O mês de outubro parece ser um período bem temático,o que irá refletir aqui no blog: Primeiro foi o
Outubro Rosa; Agora, graças ao dia 12, irei fazer a
Semana das Crianças; E, nas duas úlimas semanas de outubro irei fazer a
Quinzena Terror - Claro, se tudo correr segundo meus planos. Desta forma, a partir de hoje inauguro a:
E para começar com o pé direito, que tal falar um pouquinho de Sessão da Tarde "das antigas", somado a um desejo quase universal das crianças?
Na infância cremos que ao nos tornarmos adultos consiguiremos fazer/ter tudo o que desejamos. Nada de dar satisfações a ninguém, nada de dormir cedo, nada de escola, nada de castigo. Ainda que não fosse a regra este pensamento, em algum instante da sua fase pueril com certeza cruzou com esta vontade. E de igual forma foi com Josh, personagem de Tom Hanks na deliciosa comédia "Quero ser Grande".
O preceito da história é simples: Um garoto com seus 12 anos vai até um parque de diversões e num de seus brinquedos (que supostamente realizaria pedidos) deseja tornar-se adulto. No dia seguinte, a surpresa! O pedido fez-se verdade. Contudo, apesar do corpo adulto, ele continua sendo uma criança. Sozinho, epodendo contar apenas com o auxílio de seu amigo Billy (ainda criança), vê-se irremediavelmente preso numa jornada fantástica entre o Josh "adulto" e a busca por encontrar seu espaço nesta nova realidade.
Lembro-me de sentar na casa da minha avó (que sempre cheirava a comida caseira, bolo recém feito, ou bolacha de polvillho), juntamente com minha irmã e meu primo e de ficarmos grudados na telinha toda a santa vez que tinha reprise desta película. Acho que nós três nos identificávamos com a idéia e percebiamos a importância do espírito de criança a cada cena que surgia. Algo mágico havia naquele filme, ainda há!
Por falar em cenas, o instante em que Josh e o Chefe da empresa resolvem tocar um piano gigante colocado no chão da loja de brinquedos... Já é clássico! Confesso até hoje ter uma pitadinha de vontade de fazer algo parecido.
Sei bem que este filme tem 22 anos - eu tinha três quando ele foi lançado! Mas, seu conteúdo é atemporal e serve bem qualquer faixa etária de público.
É estranho crescer. Por mais que não se toque no assunto, é estranho notar as mudanças de aparência, de personalidade, de postura, de convicções, de responsabilidades... É estranho perceber que o mundo segue, que envelhecer é um processo inevitável e que o tempo está cada vez mais abusado em seu correr; Então, manter um tantinho da magia de Criança parace ser o melhor caminho para permanecer com o espírito leve de se bem viver.
Destaco que:
- A atuação do Tom Hanks, como sempre, é impecável e faz toda a diferença;
- E, sem falsas colocações, este filme está entre os meus preferidos.
No mais, boa sessão nostalgia (a qualquer idade)!