Sazonal

Quando o inverno atormenta,

Alguns afirmam que o amor nasce para aquecê-lo.
Um fogo brando e seguro.
Esquenta, não queima.
Quando o outono desponta,
Uns insistem que o amor é folha.
Que cai, que dança,
Que permite a beleza envelhecida.
Naquele dourado, cada qual com sua cor.
Quando a primavera floresce,
Eis que os doces divagam,
O amor é cheiro, perfume,
Único, entontecedor e frágil.
Quando o verão vira a página,
Dizem que o amor é quente.
Vermelho da volúpia do desejo.
Do calor refém,
Em meio a corpos sinceros.
Eu digo que o amor não tem estação.
É a flor
Que por entre as adversidades do ano, adapta-se.
Ela é feita conforme seus portadores.
Ou forte, levemente embrutecida, e rústica.
Ou suave e adocicada.
O sentimento é flor.
E você,
Só a sua semente.


Confira o texto também no RECANTO DAS LETRAS.



This entry was posted on 13 de ago de 2012 . You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 . You can leave a response .

3 Responses to “ Sazonal ”

  1. Lindo!! Faz jus ao título. Aliás, cada hora o amor muda, e talvez essa seja a graça, a expectativa

    ResponderExcluir
  2. O amor muda, ou somos nós que mudamos com ele?
    Lindo poema.

    http://olhareseleituras.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  3. Gosto da ideia do amor como a flor que se adapta às diversas estações. Embora um tanto surrado, o tema é bem desenvolvido no poema.
    Abraços e sucesso com o blog!

    ResponderExcluir

"Nunca houve no mundo duas opiniões iguais, nem dois fios de cabelo ou grãos. A qualidade mais universal é a diversidade." [ Michel de Montaigne ]

LEIA,
PENSE,
COMENTE!

Obrigada pelo seu Comentário!!