Viver por Viver

Quando caí mim,
Tarde era!
Existência inútil a minha.
Viver por viver.
Deixei, primeiro, de lado Deus.
Para que necessitava Dele?
Depois a amizade,
a família,
o amor,
eu.
Existência inútil a minha.
Vivi por viver.
Mas e daí?
Não sofri,
Não chorei,
Não cresci.
Continuei estagnada
Em um ponto.
Um mesmo ponto, de uma vida que não tive.
Arrependo-me profundamente.
Chegou o fim.
Não tenho uma única coisa para lembrar,
Sorrir e depois ir.
Que triste ter que partir
Sem poder dizer:
Eu experimentei do doce, do amargo
Da luz, das trevas
Do belo, do feio
Da vida, e agora, da morte.
Que triste!
Vivi por viver.
Morri por morrer.


Confira o texto também no RECANTO DAS LETRAS.



This entry was posted on 2 de jun de 2012 . You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 . You can leave a response .

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"Nunca houve no mundo duas opiniões iguais, nem dois fios de cabelo ou grãos. A qualidade mais universal é a diversidade." [ Michel de Montaigne ]

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