Beirada do Infinito

Sentada na beirada do infinito.
Presa pelo hipnotismo da vida.
Continua.
A alma transbordante de sonhos,
Os sonhos já infindos de esperança.

Inerte.

O rosto calmo, rosado.
Sorriso amplo,
Olhar macio.
Permanece.

Algo, então, passou.
Modificou o céu.
Emudeceu a terra.
Temerosa, não fugiu, não enfrentou.
Parou.
A escuridão, persistente, viu que
Os sonhos já morriam,
A vida sofria.
Congelada.
O seu rosto descoloriu,
Cinza, triste,
Só.

Da beirada do infinito ela caiu.
E continuou a cair
Até seu corpo o chão não encontrar.


Confira o texto também no RECANTO DAS LETRAS.



This entry was posted on 29 de mai de 2012 . You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 . You can leave a response .

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"Nunca houve no mundo duas opiniões iguais, nem dois fios de cabelo ou grãos. A qualidade mais universal é a diversidade." [ Michel de Montaigne ]

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