Culpa da Intensidade de Cathy & Heathcliff

O trecho acima faz parte do livro O Morro dos Ventos Uivantes de Emily Brönte, o qual relata a história de um amor que nasceu amaldiçoado e permeou pelas entranhas da vingança, mas, nem por isto menos belo e real. Cathy e Heathcliff  eram uma só pessoa, almas em congruência. Nas palavras de Brönte:
"Os meus maiores sofrimentos neste mundo têm sido os sofrimentos de Heathcliff; e eu vi e senti cada um deles desde o princípio, a minha grande preocupação na vida é ele. Se tudo mais desaparecesse e ele ficasse, eu continuaria a existir. E se tudo o mais ficasse, e ele fosse aniquilado, eu ficaria só num mundo estranho, incapaz de ter parte dele. O meu amor por ele parece-se com as rochas eternas que ficam debaixo do chão; uma fonte de felicidade pouco visível mas indispensável. Nelly, EU SOU Heathcliff! Ele esta sempre, sempre, na minha cabeça. Não como um prazer - porque eu também não sou um prazer para mim própria - mas como eu mesma. Portanto, não fales outra vez na nossa separação, pois é impossível." 
Quem não gostaria de provar um sentimento tão complexo quanto este? Um amor onde a justificativa do outro era em si mesma. Não é a toa que este é um dos casais mais adorados do universo literário. Assim, como não poderia deixar de ser, várias foram as adaptações para o cinema - inclusive uma japonesa. Por tal, fiz uma lista com algumas delas; Confira:


(1920)

(1939)

(1954)

(1970)

(1985)

(1988)

(1992)

(2011)


"Não posso viver sem a minha vida! 
Não posso viver sem a minha alma!"
Emily Brontë



This entry was posted on 30 de mar de 2012 and is filed under , , , , , , , , , , , . You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 . You can leave a response .

5 Responses to “ Culpa da Intensidade de Cathy & Heathcliff ”

  1. Mas que ótimo post Karla!
    Apesar de ter assistido somente a primeira versão deste filme, confesso que achei ótimo. E não sabia que havia tantas versões, preciso anotar todas elas!

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  2. Você acredita se eu lhe disser que ainda não vi nenhum deles??? E olha que eu tenho a versão de 1992 em VHS há anos e nunca a assisti... Tenho uma enorme curiosidade de conferir a versão de 1939...

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  3. Eu li o Morro dos Venos Uivantes já e a história de amor entre os dois é demais, fiquei até afim de ver um filme desses para comparar o livro ao filme :3
    Gostei do post.

    http://www.senhoritaliberdade.com/

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  4. Acho a versão de Wuthering Heights de 1992 com Ralh Finnes e Juliette Binoche a melhor, a mais próxima do livro e talvez o casal com mais química ao lado da versão de 2009. Entretanto, enquanto esta última tem um excessivamente cruel Heathcliff interpretado magistralmente por Tom Hardy, o de Ralph Finnes é a quintescência da conflituosa história de amor e ódio que se transforma a relação de Cathy e Heathcliff. A cena em que ele invade a casa dos Lintons antes de Cathy ser enterrada, a que Cathy antes declara o q sente na cozinha com Nelly e a conjuração da maldição que obriga a morta Cathy a acompanhar Heathcliff enquanto estiver vivo sõa magistrais! E lógico, o final do filme é o mais lírico de todas as versões que assisti, qdo os dois se encontram no cenário árido de Wuthering Heights, com uma imagem quase cinza, a mesma do começo do filme, mas com o casal enchendo a tela... filme primoroso!

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"Nunca houve no mundo duas opiniões iguais, nem dois fios de cabelo ou grãos. A qualidade mais universal é a diversidade." [ Michel de Montaigne ]

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