Livro do Mês: Pulp

Continuando mais uma das minhas sessões aqui no blog: Livro do Mês. Para quem não sabe ou é a primeira vez que esbarra com meu espaço - Seja Bem vindo! -, possuo alguns tópicos fixos, como por exemplo: RedescobrindoAlém da ArteFilmografia em Fotos e Outros. Então, para dar um espaço maior a literatura, uma vez  a cada 30 dias, falarei de um livro que lerei neste período. Ou seja, uma obra literária mensal!

Para julho selecionei uma leitura mais despretensiosa, com cara de "B", ágil e com muito deboche; Assim, para atravessar um universo que - confesso - soa bem distante de mim, escolhi a "safadeza incólume" de Charles: 


Principal Atrativo:
Quando se está procurando algo para ler, sempre há um atrativo primário, onde cada pessoa vai buscar o que julga mais interessante para si, para seu momento, para sua visão de vida. Na situação do livro Pulp, duas coisas chamaram a minha atenção para o livro: A dedicatória a subliteratura e o anúncio de se tratar o último livro escrito por Bukowski. O fato dele ter sido lançado em 1994, poucos meses antes del Charles morrer, agrega uma pertinente curiosidade quando esbarramos na sinopse com uma Dona Morte no mair estilo Femme Fatale daquele âmbito noir que envolve toda a obra de linha B - ou que assim almeje - com detetive. A título de esclarecimentoBukowski morreu de pneumonia, decorrente de um tratamento de leucemia, na cidade de San Pedro, Califórnia, no dia 9 de março de 1994, aos 73 anos de idade.      


História:
Nick Belane é um detetive particular de meia idade, sem dinheiro, sem perspectivas e com um gosto por bebida e por confusão. A vida amorfa que leva toma rumos inesperados quando é contratado por uma bela mulher de pernas longas para ir atrás de Celine. Quem é ela? Nada mais, nada menos que a Dona Morte. A este caso logo somam-se um de infidelidade, outro para livrar-se de uma mulher possessiva e a busca pelo Pardal Vermelho.


Opinião:
Não espere ler os insights positivos e únicos de uma alma em busca de salvação. O velho Buk é cínico, retrata tudo com crueza. A sua relação com a morte - um constante e perigoso flerte - resta amplamente trabalhado na obra, seja com a própria personificação da bela e sempre presente Dona Morte, seja pela análise da vida em seu definhar humano, que passa quase despercebida entre as linhas da trama infame e investigativa.

O livro não pode ser configurado como uma pérola da literatura mundial, já que desde o seu princípio é claro no propósito despretensioso de uma subliteratura. Afinal, é um pulp! Os casos são esquisitos, com soluções quase ébrias e divertidos.

Enfim, um livro de rápida leitura repleto de infâmias e disparates, mas, que não engana em seu propósito: Ser o último suspiro de um velho safado!


Extras:
No blog Escarro Napalm há uma entrevista a Charles Bukowski feita em 1987 por Sean Penn - enquanto este se preparava para protagonizar o filme "Barfly", papel que acabou perdendo para Mickey Rourke. Nela dá para notar toda a atmosfera da personalidade debochada de Bukowski, confira AQUI.


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20 Responses to “ Livro do Mês: Pulp ”

  1. Bukowski é muito bom, pornográfico e ao mesmo tempo genial!

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  2. seu blog é perfeito!
    é a primeira vez que esbarro mas vou esbarrar muitas vezes de novo!
    Tô te seguindo ;)


    www.amykuroneko.com

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  3. Eu não conhecia este livro, e confesso que não me interessei porque seus atrativos são "a dedicatória a subliteratura e o anúncio de se tratar o último livro escrito por Bukowski". Mas enfim, eu acredito que possa ser bom.

    Grande abraço, e eu gostei muito do layout do seu blog, muito bonito.


    Rama na Vimana
    http://ramanavimana.blogspot.com/

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  4. Esse filme Burfly sempre tive vontade de ver , mas nunca o encontrei . Parabéns pelas posagten sempre ótimas .

    http://andyantunes.blogspot.com/

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  5. Karla,

    Sempre aproveito seus conselhos de leituras e passo pra minha filha, que l^}e em média, 2 a 3 livros por mês, e para ela é fundamental, pois faz teatro e precisa se aculturar.
    obrigado,

    João Bosco

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  6. Excelente seu blog! Adorei! É criativo, autêntico e inteligente! "Tô" Seguindo.

    http://folheandolife.blogspot.com/
    (entre livros e páginas da vida, vc vai gostar!)

    Mara.

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  7. Sempre com boas sacadas...Um ótimo livro, apesar de um pouco "pesado".

    Beijos, Misunderstood.

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  8. Ai como adoro garotas intelectuais.

    adoroo seu blog

    bjs

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  9. A resposta é Dragon Ball Z mesmo.... Agora sobre o livro eu quando era criança queria ser detetive achava legal a profissão e uma coisa assim misteriosa e heroica tipo a emoção de ter um trabalho de investigação e de tamanha importância ,mas hoje me dia não quero mais.... É só para que aguenta essa profissão ,pois é ilegal o trabalho de detetive se pelo que eu sei...

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  10. Nunca ouvir falar desse livro, mais gostei do conteudo, achei interessante. Irei procurar aonde tem para vender.
    seguindo

    http://laydorea15.blogspot.com/

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  11. Legal a dica, mas infelizmente não é o meu estilo de livro, mas parabens muito bem escrito

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  12. Dicas de livros é tudo de bom!
    Gostei

    Passa lá

    http://uaimeu10.blogspot.com/

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  13. Amo ler, cheguei ao cumulo de ler 3 livros ao mesmo tempo, infelizmente nossa vida as vezes nos leva por caminhos que nos distanciam dessa boa leitura, um exemplo é que qdo se estuda p concursos nao temos tempo de fazer mais nada... mas é sempre bom ve dicas boas porque isso instimula nossa curiosidade!!

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  14. me deu vontade ler esse livro agora, só pra saber o desenrolar da história.

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  15. Karlinha que bom que vc gostou desse livro. Eu pra ser sincero me decepcionei muito com ele, achei uma forçada de barra essa estória tão boba, e o final eu achei triste... Mas gosto é gosto né?

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  16. Um dos preferidos de Quentin Tarantino , inclusive uma das inspirações para o clássico moderno Pulp fiction

    http://fleonandthecity.blogspot.com/

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  17. Esse ano acho que comecei a ler uns tres livros, mais nenhum deles eu termineei :/ :/

    http://things-and-things.blogspot.com/
    #Comeent' ^^

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"Nunca houve no mundo duas opiniões iguais, nem dois fios de cabelo ou grãos. A qualidade mais universal é a diversidade." [ Michel de Montaigne ]

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