Seletiva

Longe de mim os mal-educados!
Não permito que com voz grave
Ousem destratar-me.

Não se aconcheguem os melosos!
Detesto aquela mania de destruição da individualidade
Em prol de sermos um casal.

Mantenham distância os “Casanovas”!
Gosto de fidelidade,
Do olho no olho, da sinceridade.

Corram em oposição os “Bon Vivants”!
Anseio por alguém que cresça comigo,
Batalhe e sobreviva.

Esqueçam meu nome os ultra-românticos!
Gosto da sensibilidade e do romantismo.
Todavia, idolatro a realidade idem.

Não tentem a aproximação os instáveis!
Nem sempre tenho a paciência exata para aturar
As alterações desvairadas.

Ignorem a minha existência os teimosos!
A aritmética de dois insistentes
Só pode resultar em brigas.

Não lancem olhares os apaixonados pelo corpo!
Aprecio, mesmo, é uma boa conversa,
Não apenas o sabor da carne.

Continuem a metros os confusos!
Porque de dúvidas
Já me basto eu.

Nem anseiem saborear-me os heróis!
Eis que sou senhora da minha vida
E resgato-me sem mazelas.

Cavalguem de volta os príncipes!
Não quero perfeição, comparação,
Não desejo um conto de fadas.

Fitem a lua e não meus lábios, sonhadores!
Pois de sonho a vida merecer ser cheia,
Mas, no correr diário, a verdade do amar sacia-me.
 Contudo,
Bom Senhor Divino,
Se a sorte conceder-me,
Esqueço todas as regras,
Se permitir meu coração reconhecer
O amor dos meus segundos
Naquele que será
Meu eterno melhor amigo.


Confira o texto também no RECANTO DAS LETRAS.



This entry was posted on 23 de mai de 2011 . You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 . You can leave a response .

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"Nunca houve no mundo duas opiniões iguais, nem dois fios de cabelo ou grãos. A qualidade mais universal é a diversidade." [ Michel de Montaigne ]

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