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Linhas Tortas

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Pois é, tem quem nasça com uma sina. Desde cedo vai descobrindo que o mundo pessoal é delimitado por um gosto voluntarioso e inevitável, o qual determina o rumo dos mais passionais. Sou uma destas pessoas. Marcada antes de vir para esta Terra. Por mais que tente desviar-me, mirar horizontes distintos... As letras perseguem-me. Não paro; Escrevo e creio e vejo. Assim como disse Gabriel, o Pensador.


- Que que é isso aí, é droga?
- Não, mas faz quem usa viajar.
- É  o que, é arma?
- Não, mas faz quem usa ser mais forte.
- Que que cê vai fazer com isso?
- Eu vendo isso para quem tem o poder de compra dos que não podem comprar. E ajudo aplicar no povo, explico o modo de usar. Eu vendo livros, cara.
- É um bom negócio?
- Honesto e bom, pode crer. E a melhor parte é poder entregar sabendo que alguém vai ler. Tem gente que escreve por ego, ou só para fazer firula. O meu texto é simples, sincero, é tinta que sai da medula. Eu chuto as palavras para fora e elas que vem me buscar, num jogo de bola e gandula.
- Ah, entendi. Quanto é? Vê um aí. Vê um desse aí!
- É R$35,00.



E,aqui tem um pouco da Minha Poética!



Escapismo Cinéfilo: 12 Homens e Uma Sentença

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Adoro quando encontro um trabalho cinematográfico interessado em debater um tema de forma simples e realista. Como já comentei em Sexo, Polêmica e Filmes,  nem sempre o cinema busca entreter, sendo que no aspecto arte de pensamento ousado é que encontra o seu campo mais fértil, tanto na expressão quanto no espaço para discussão. Dentro desta veia fixa-se um dos melhores, mais interessantes e completamente indispensável trabalhos de Sidney Lumet: 12 Homens e Uma Sentença. É tão fácil julgar de instinto, mas, e julgar com certeza e com ética?

Sinopse:
A trama baseia-se no julgamento de um assassinato, sob pena de morte. Os 12 jurados expõem suas razões para crerem na inocência ou na culpabilidade do acusado. Revisando-se provas, conceitos particulares são revelados e questionados.

Ficha Técnica:
Título Original: 12 Angry Men
País: Estados Unidos
Gênero: Drama
Ano: 1957
Diretor: Sidney Lumet
Elenco: Todo o elenco pode ser visto AQUI; Os principais são


Henry Fonda - Jurado 8


Martin Balsam - Jurado 1


John Fiedler - Jurado 2


Lee J. Cobb - Jurado 3


E.G. Marshall - Jurado 4



Prêmios:
  • Oscar: Indicado as categorias de Melhor Diretor  para Sidney Lumet, Melhor Roteiro Adaptado para Reginald Rose e Melhor Filme .
  • Bafta Awards: Venceu na categoria de Melhor Ator Estrangeiro para Henry Fonda e ainda foi indicado como Melhor Filme.
  • Berlin International Film Festival: Sidney Lumet ganhou o Golden Berlin Bear e o OCIC Award.
  • Blue Ribbon Awards: Vencedor como Melhor Filme Estrangeiro.
  • Bodil Awards:  Vencedor como Melhor Filme Americano.
  • Directors Guild Of America: Indicado para o DGA Award para o diretor Sidney Lumet.
  • Edgar Allan Poe Awards: Ganhou como Melhor Filme.
  • Golden Globes: Indicado nas categorias de Melhor ator drama para Henry Fonda; Melhor ator coadjuvante para Lee J. Cobb; Melhor Diretor para Sidney Lumet e Melhor Filme Drama.
  • Italian National Syndicate os Film Journalists: Sidney Lumet recebeu o Silver Ribbon como melhor diretor estrangeiro.
  • Jussi Awards: Henry Fonda recebeu o Diploma de Mérito como melhor ator estrangeiro.
  • Kinema Junpo Awatds: Vencedor como Melhor Filme em Língua Estrangeira.
  • Locarno International Film Festival: Ganhou Sidney Lumet o Special Mention.
  • National Film Preservation Board: Em 2007 foi selecionado para preservação por ser  "culturally, historically, or aesthetically significant".
  • PGA Awards: Em 1997 foi incluso no PGA Hall of Fame - Motion Pictures.
  • Writers Guild of America: Reginald Rose venceu na categoria de Melhor Roteiro Drama.

Crítica:

Quando esbarramos com alguma notícia anunciando um crime, quantas vezes - mesmo sem ler a matéria em sua integralidade - já condenamos o acusado? Esta condenação é livre de nossas opiniões pessoais, de nossos preconceitos, de nossas vivências? Há como se julgar de forma transparente e unicamente ligada ao fato? Há como se ter certeza absoluta da veracidade? Na ânsia por responder tais Reginald Rose escreveu uma peça para televisão, mais tarde brilhantemente adaptada para o cinema (1957) com o nome 12 Homens e Uma Sentença. Sob a direção inspirada de Sidney Lumet, o roteiro inteligente ganha uma dimensão extraordinária, essencial a todos.

Fugindo das reviravoltas da ação, sem a sanguinolência do terror e distante das lágrimas de um melodrama, a película transcorre de forma racionalmente humana. Em que pese se passe quase que inteiramente dentro de uma sala única - dando a sensação de peça teatral -, não se torna cansativo; Pelo contrário, com uma fotografia baseada em sombras e luzes, ressalta o sentimento das personagens e a maravilha dos diálogos, dando uma força muito particular a obra.


O trabalho de Henry Fonda, jurado 8, como condutor de dúvidas e questionamentos é exemplar. Não apenas demonstra o que seria uma dúvida razoável, como faz cada um - personagem e/ou telespectador - confrontar medos, visões e alicerces capazes de desvirtuar ou solidificar uma escolha. Contudo, não é apenas o jurado 8 que leva a reflexão, um por um daqueles homens e suas ações transforma o contexto do julgamento e da busca por uma verdade - ainda que incompleta.

Muito além de uma visão jurídica, este filme traz a tona o senso ético humano, impondo que cada decisão passa por um crivo moral social e pessoal. Não existe justiça exata, eis que nós não podemos agir imparcialmente. A falibilidade é preceito essencial do homem, por mais que se acredite no contrário. Duvida? Não ouça meus argumentos, assista ao filme.

Classificação:
 

Onde Encontrar:
O filme pode ser adquirido na Saraiva ou na Americanas em ambos na versão DVD e por R$ 12,90. Já no Amazon encontramos a Edição Especial do 50.º Aniversário por $9.99.
Amanhã o 12 Homens e Uma Sentença estará Em Cartaz aqui no blog! O filme completo para assistir online e legendado em português será a atração do final de semana. Vale MUITO a pena conferir.
Trilha Sonora:
Uma vez que a verdadeira graça do filme fixa-se em sua simplicidade combinada a um roteiro certeiro, a trilha sonora é pouco comentada, servindo de pura ambientação. Quase não encontrei informações sobre ela, apenas que foi composta por Kenyon Hopkins. Se alguém tiver algo a acrescentar sobre, não se acanhe! 




Escapismo Cinéfilo: Jesus Cristo Superstar

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Esta é uma daquelas dicas de filmes limitadas a um grupo específico; Ou pelo fato de ser um musical , e/ou pela maneira que traz a história de Jesus Cristo. Distante de ser um trabalho de cunho religioso, o musical Jesus Cristo Superstar, retrata tudo com sabor diferenciado e agarra-se mais ao aspecto humano e revolucionário daquele período. É preciso uma mente aberta e lírica para aproveitar verdadeiramente a visão artística envolvida.

Sinopse:
Oriundo de uma peça, com músicas de nada menos que Andrew Lloyd Webber, Jesus Cristo Superstar relata os últimos dias da vida de Cristo de maneira bem artística e recheada de elementos contemporâneos - de hippies a metralhadoras.

Ficha Técnica:
Título Original: Jesus Christ Superstar
País: Estados Unidos
Gênero: Musical, Histórico e Drama
Ano: 1973
Elenco: Todo o elenco pode ser visto AQUI; Os principais são


Ted Neeley - Jesus Cristo


Carl Anderson - Judas Iscariotes


Yvonne Elliman - Maria Madalena


Barry Dennen - Pôncio Pilatos


Bob Bingham - Caifás



Prêmios:
  • Oscar: Indicado a categoria de Melhor Canção e Melhor Trilha Sonora.
  • BAFTA Film Award: Vencedor na categoria de Melhor Trilha Sonora e indicado nas categorias de Melhor Cinematografia e Melhor Figurino.
  • British Society of Cinamatographers: Vencedor na categoria de Melhor Cinematografia.
  • David di Donatello Award: Vencedor como Melhor Filme Estrangeiro.
  • Globo de Ouro: Indicado as categorias de Melhor Filme Comédia/Musical, de Melhor Ator de Comédia/ Musical para Carl Anderson e para Ted Neeley, de Melhor Atriz de Comédia/ Musical para Yvonne Elliman e de Ator Revelação para Carl Anderson e Ted Neeley.

Crítica:
Nascido pouco depois da peça, o filme traz todos os elementos da época em que foi idealizado: Anos 70. Um musical TODO cantado - se há falas, estas estão inseridas nas canções -, faz uso de diversos elementos teatrais (inclusive os atores) para demonstrar a sua visão artística, e por que não dizer controversa, desta história contada e re-contada por diversas vezes.

Um dos momentos mais bonitos, inclusive a canção em si, reside na dúvida vivida por Cristo antes de cumprir com o seu destino; Os instantes presenciados em Gethsemane são retratados de forma particular na composição de Webber, bem como pela voz com traços de metal de Ted Neely. Confira o trecho:
Then, I was inspired. Now, I'm sad and tired. Listen, surely I've exceeded expectations, tried for three years, seems like thirty. Could you ask as much from any other man? 

Além de conseguir manter o ritmo sem possuir diálogos, ganha pontos pela ambientação - nas ruínas de Jerusalem -, pelo figurino e pelas coreografias; Todos coerentes e no limite do vanguardista/absurdo. As músicas merecem um tópico a parte, já que são belas composições e feitas no estilo ópera-rock bem apelativo para a trama.

A história é trazida conforme os eventos conhecidos da Bíblia. Entretanto, a forma como tais são montados poderá incomodar os mais religiosos; Uma vez que apresenta Judas como um anti-herói afro-descendente, por sua vez, Maria Madalena vem com traços orientais e o Rei Herodes homossexual e cômico. Ao contrário das tradicionais versões, a película debate o ser humano, seus erros, suas dúvidas, suas ambições e seus falsos julgamentos. Os vilões, propriamente ditos, limitam-se a Caifás e Anás. Os outros são vistos com um tom de compaixão.


Desta forma, considero este ser um musical imperdível e único - mais parecido com Hair. Recomendado aos que assistirão com olhos atentos a arte envolvida.

Classificação:

Onde Encontrar:
Na situação específica de Jesus Cristo Superstar, tive a sorte de encontrar o DVD em um "sebo" de filmes por aí pelo valor de R$ 10,00. Contudo, a obra cinematográfica é considerada rara e em sites como Mercado Livre chega até o valor de R$ 115,00. Localizei, no entanto, através do Preço Mania, o site MovieMars.com que teria o filme por R$ 16,06 - vindo dos EUA.

Caso queira assistir trechos on line, o Canal A Diamond in the Rough possui diversas cenas do filme em boa qualidade, mas, não é legendado.

Trilha Sonora:
Escolhi 5 canções para este playlist. Destaco a primeira música que é cantada pelo ator que interpreta Jesus Cristo e fala sobre o seu lado humano, suas dúvidas e seus desejos. Também a segunda, esta interpretada por Judas Iscariotes, retratando os questionamentos quanto a existência de um fator divino. E, por fim, a I don't know how to love him que se trata de uma canção de amor de Maria Madalena para Jesus - linda!

Ouça agora:



Escapismo Cinéfilo: Tese - Morte Ao Vivo

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Os Reality Shows invadiram a telinha. Apesar do conceito parecer "atual", a ideia surgiu ainda na década de 70. Todavia, viu sua expansão nos anos 90. O porquê disto? A simples curiosidade natural de saber um pouco mais sobre a vida alheia. Mas, e quando esta curiosidade não se limita a vida? O mito dos Snuff Films está aí para responder este questionamento. A ânsia por cenas reais mórbidas é tratada de forma inteligente na película de estréia do ótimo Alejandro Amenábar como diretor de longa metragem; Com vocês no Escapismo Cinéfilo...  


Sinopse:
Uma estudante de cinema está escrevendo uma tese sobre a violência audiovisual. Na busca por material, ela depara-se com um fita de vídeo contendo cenas de uma garota sendo torturada. Com a ajuda de um colega logo descobre que se trata de um filme "Snuff". Assim, os dois investigam a origem e os culpados deste.
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Ficha Técnica:
Título Original: Tesis
País: Espanha
Gênero: Terror e Suspense
Ano: 1996
Diretor: Alejandro Amenábar
Elenco: Todo o elenco pode ser visto AQUI; Os principais são


Ana Torrent - Ángela


Fele Martínez - Chema

Eduardo Noriega - Bosco Herranz


Xabier Elorriaga - Castro

Miguel Picazo - Figueroa


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Prêmios:
  • Grand Prize of European Fantasy Film in Silver (1997): Diretor Alejandro Amenábar foi o vencedor.
  • CEC Award (1997): Alejandro recebeu o prêmio como melhor artista revelação.
  • Grand Prize of European Fantasy Film in Silver (19997): Indicação de Alejandro Amenábar(Méliès d'Argent 1997 at Brussels International Festival of Fantasy Film).
  • Goya (1997): Foi vencedor nas seguintes categorias = Melhor Edição para María Elena Sáinz de Rozas; Melhor Filme; Melhor Ator Revelação para Fele Martínez; Melhor Diretor para Alejandro Amenábar; Melhor Direção de Produção para Emiliano Otegui; Melhor Roteiro Original para Alejandro Amenábar e Melhor Edição Sonora para Daniel Goldstein, Ricardo Steinberg  e Alfonso Pino; Além da indicação na categoria de Melhor Atriz para Ana Torrent .
  • No Festival de Cinema de Gramado - Golden Kikito (1996): Ganhou na categoria Latina de Melhor Atriz para Ana Torrent; Além de ter sido indicado a categoria Latina de Melhor Filme.
  • Mysfest (1996): Indicado ao prêmio de Melhor Filme.
  • Ondas Awards - Film Award (1996): Alejandro recebeu o prêmio como melhor diretor.
  • Prêmio AEC (1997): Ana Torrent recebeu o prêmio como Melhor Atriz cinema.
  • Sanit Jordi Awards (1997): Recebeu o prêmio concedido pelo público na categoria de Melhor Filme.
  • Valdivia International Film Festival (1997): Alejandro Amenábar ganhou o prêmio do público.
.Crítica:
"Me llamo Ángela, me van a matar..."
Por que a violência extrema em audiovisual atraí tanto público? Esta era a pergunta que a universitária Ángela intentava responder em sua tese para a faculdade de cinema. Dona de uma natureza inquisitiva e longe da morbidez, ela desejava traçar um perfil dos interessados e das influências que estas cenas muito violentas geram na sociedade. Para isto, no entanto, ela precisaria mergulhar no universo hardcore da cinefilia. Como este acesso ao extremo era mais restrito - eis que muitas vezes este "gosto" fora percebido até como uma falha de caráter, por assim dizer - pede auxílio a um professor e a um colega (reconhecido por ter fascínio ao estilo). Partindo deste pressuposto, Alejandro cria um roteiro tão surpreendentemente bem amarrado que quase é de se duvidar que o fez  tendo apenas 23 anos. 

Tratar de snuff - que para quem não sabe são aqueles filmes onde uma morte real é filmada - sem cair numa mesmice e ainda ser capaz de transpirar questionamentos filosóficos não é para qualquer um, e digo isto tanto no quesito criadores quanto telespectadores; Afinal, apesar do filme em si não ser pesado e manter um bom ritmo, causa certo incômodo ao cogitar a trivialidade da vida, além do crescimento da insensibilidade, bem como a compararação com a nossa sociedade de consumo.
Um dos pontos que mais aprecio no filme é que as personagens não são rasas, todas possuem o "bem" e o  "mal" bem delimitados. A dualidade inerente resta muito bem explorada pelo diretor. Exemplo disto são duas cenas que ocorrem na praça de alimentação da faculdade: Num primeiro momento aparece Ángela com seus fones de ouvido escutando música clássica; Cenas mais tarde, ela se mantém na mesa habitual usando os mesmos fones, só que agora os sons são de gritos gravados da maldita fita snuff que encontrou. Ela não consegue parar de ouvi-los. A mesma persona de boa índole é capaz de acessar o seu lado mais sombrio, com asco e fascínio.

As aparências também são uma ótima forma de elucidar as incongruências, sendo que aqui destaco a personagem de Chema. O estudante de cinema é admirador de violência e pornografia, um tanto desleixado e agressivo no trato - aqui a direção de arte acertou em cheio ao montar seu apartamento -, todavia, aos poucos vamos conhecendo o lado mais "doce" dele, como na cena em que ele recita O Aniversário da Infanta de Oscar Wilde. Detalhe, Fele Martínez que arrasou no papel de Chema era estreante. Aliás, todo o elenco foi muito bem escolhido e dirigido.
Para mim, entretanto, o momento que mais me fez refletir foi a seqüência final da película. Sem muitos diálogos e com uma câmera acompanhando os protagonistas resumiu a conclusão pessoal do diretor, sem deixar de levantar outros diversos pontos. Calma, não vou contar ela aqui não...

Só afirmo isto:
Sabe quando acontece aquele acidente na estrada e nossos olhos simplesmente não evitam encarar?
Neste filme você também não irá desviar o olhar.

Classificação:

Onde Encontrar:
Por ser um filme mais antigo e talvez não tão conhecido, encontrei bastante dificuldade em localizar o produto em sites nacionais. Todavia na Amazon é possível encontrar nas seguintes versões:
Trilha Sonora:
Alejandro - genial como ele só - além de escrever e dirigir o filme, compôs sua canção tema homônima; Como não localizei o áudio em específico, coloquei este  vídeo com um trecho do filme aonde é possível curtir bem a música. No mais, ouça agora:


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