Proposta de Conto: Mass hysteria hits 1950s New York after a report of a Martian spotted atop the Empire State Building
Um, dois, três, a luz acende e se esta "no ar". A voz há que ser precisa no tom, transmitir com severidade as informações repassadas. Os reportes são aterradores e a população deve saber que o inacreditável aconteceu. Antes fosse o roteiro de um filme hollywoodiano da época, algo como "O dia em que a Terra parou", não era. Estava-se perante uma situação inteiramente nova e real. A extensão do que se iria noticiar, fugia de qualquer precedente, Daí a importância da voz assertiva; como saber quais seriam os efeitos vindouros?
- Interrompemos a programação para o informe de uma notícia de extrema gravidade. Há poucos minutos confirmou-se que na cobertura do Empire State Building foi visto um Objeto Voador Não Identificado, mais conhecido com OVNI. O mesmo teria pairado sobre o edifício por cerca de 15 minutos, piscando uma sequência de luzes rápidas, antes de permitir que um ser descesse da suposta nave, a qual partiu do local imediatamente. Esta informação foi repassada por diversos transeuntes que estavam nas imediações. A polícia montou um cerco e evacuou o Empire State Building. Todavia, não prestou maiores esclarecimentos. Aqui no estúdio está uma das testemunhas do evento. Sr. Donavan, pode descrever aos nossos ouvintes o que acabou de presenciar?
- Terror! Foi o que presenciei. Eu vi luz, um ruído alto, mais como um zumbido fino afetando o ouvido. Estava a algumas quadras dali, no escritório do meu advogado. Vi tudo da janela. A luz girava de forma muita acelerada e depois de um tempo simplesmente parou, foi nessa hora que saiu daquela luz toda uma criatura. Era alta, estava sem roupas e aparentava ter uma cabeça grande demais para o corpo, como uma formiga. A luz foi embora e deixou o monstro lá.
- Sabe precisar quando a polícia chegou ao edifício?
- Não. Na realidade, foi quase que junto com a nave. Era uma nave aquela luz, nada de não identificado, tenho certeza que era uma nave! Achei estranho demais a rapidez dos policiais, parecia que sabiam que isso aconteceria. Coisa do Governo. Eles sabem bem mais do que revelam a população, como as malditas armas nucleares.
- O senhor viu o momento em que se começou evacuar o edifício?
- Sim. Os policiais com roupas especiais entraram lá e quem estava dentro saiu apressado, correndo e gritando que nem naquele filme "A Bolha Assassina".
- Roupas especiais?
- Pareciam astronautas ou aqueles que cuidam de abelhas.
- Apicultores?
- Estes mesmos, totalmente cobertos. Por isto repito, é coisa que o Governo já sabia. Eles sabiam que seríamos invadidos.
- Muito obrigado Sr. Donavan. Os eventosno Empire State Building continuam ocorrendo, contudo, nenhuma informação está confirmada. Tentamos contato com a polícia, sem sucesso. É um dia histórico na nossa bela Nova Iorque. Voltaremos com maiores esclarecimentos ao longo da programação.
* *
Maldito trânsito! Agora todos só andam de carro ou será que todas as pessoas resolveram sair na exata mesma hora? Por falar nisso, que horas são? 15 horas! Nova Iorque está cada dia pior. VAMOS! Minha reunião começa daqui a pouco. Pelo menos não sou o único irritado aqui. Todos parecem agitados, inclusive quem está na rua. Hum... que barulho é esse? Estridente, será que vem do rádio... Todos estão ouvindo? Estão! Mas o que olham tanto para cima? Por que estão saindo dos carros? Ah... vou descer também. Passando o olhar de andar por andar do suntuoso Empire State Building quadras a frente... Meu Deus! Que luz é aquela? Mas, o que... ? Tem alguém descendo da luz, TEM ALGUÉM DESCENDO DA LUZ! Ei! EI! Estão esbarrando em mim, correm tanto, quanta gente, quanta correria, quantos gritos... Vou entrar no carro de novo. Senhor, o que acabou de acontecer aqui? Meu Deus, o que foi aquilo? São sirenes? É a polícia chegando?
- Interrompemos a programação...
Vou aumentar o volume.
* *
- Mãe, mãe! O Peter atropelou minha boneca com a nave espacial dele...
- Mas mãe, a Barbie é um alienígena invadindo a Terra.
- Peter, pare de atormentar sua irmã com estas histórias sobre alienígenas e naves espaciais, até porque depois você não consegue dormir a noite.
- Não sei como consegue Mary Alice! Manter a casa, a roupa e os cabelos impecáveis com toda essa agitação gerada pela imaginação mais que fértil de seus filhos.
- Nem eu sei, Janet. As vezes penso que é culpa dessa coisa toda de cinema, histórias malucas que fazem deles assim... criativos.
- E morar em Nova Iorque já é o suficiente para isso.
- Verdade! estes dois conseguem encontrar estímulo em tudo. Não duvido nada que daqui a pouco entrem gritando e...
- Mãe, mãe! A luz, mãe! Vem ver. Uma luz muito forte em cima do prédio, e gira! São os extraterrestres, mãe! Eu sei que são.
- O que eu disse? - suspiro - Calma, Peter! Já disse para você não ficar inventando histórias, que depois fica impressionado. não tem nada lá fora, tenho certeza.
- Tem sim, mãe! Ele não tá mentindo, vem ver.
- Calma gente. Mil perdões Janet. Hoje estão mais impossíveis que de costume.
- Mary Alice, imagina! Vamos com eles ver e pronto. Não custa nada conferir para acalmá-los.
Silêncio em pausa. Vento que parou de soprar.
- Não disse que são os ETs, mãe?
- O John escolheu uma casa com abrigo nuclear?
- Sim, Janet. Que Deus o proteja por isso.
Passos rápidos e o fechar do pesado alçapão.
* *
Um, dois, três, a luz acende e se esta "no ar".
- O horror instalou-se na Big Apple. O ser avistado no Empire State Building continua no local. Apesar do cerco policial, nenhuma solução está sendo apresentada. A falta de comunicação está gerando o caos. Aqui mesmo da estação é possível ouvir gritos de socorro e muita confusão. Nas imediações, tanto os carros quanto os estabelecimentos foram abandonados. O evento das luzes trouxe a escuridão em pouco menos de 2 horas. Alguns especulam tratar-se de um ataque nuclear como nunca visto, outros insistem na hipótese de ser, realmente, uma invasão alienígena. O que alarma é a postura do Governo, o qual está distante e negando qualquer manifestação, ainda que estejam agindo como se soubessem da gravidade da situação. Seriam mesmo "Vampiros de Alma" que aterrissaram em nosso planeta? A gritaria e os saques não param de assolar as ruas. Por isso mesmo a recomendação pessoal desse que vos fala é: Permaneçam em casa, procurem abrigo, comida e protejam-se. Ao que tudo indica, o que está por vir será muito "Além da Imaginação". Temo que 1959 torne-se conhecido pela humanidade futura, como um ano negro, onde a histeria dominou o bom senso.
* * * * *
- Sei o quanto adora contar esta história, pai, mas vai acabar assustando os meninos. - virando-se para os filhos - Nada disso aconteceu mesmo. Seu avô foi para a Terra apenas para reconhecer o planeta, nada mais.
- Mas eles viram você, vovô?
- Não. Chegamos discretos e saímos discretos. Apenas observamos o comportamento deles, sem interferir.
- Então mentiu para nós?
- Enfeitei um pouco, só. Teria sido muito mais divertido se eles tivesse me visto. O presidente deles que não permitiu.
- Marcianos podem ir a Terra ainda, vô?
- Até podem, mas, ninguém mais se importa com lá. A verdade é que os terráqueos não são lá muito interessantes, e, ainda, são muito feios, com aquelas cabeças pequenas demais para o corpo.
Proposta de Conto: That was the night when I finally understood why people fear silence
Estranho recordar daquele dia. Parando bem para pensar, não havia nada de extraordinário nele. Levantei no horário de costume, comi o que sempre comia, ouvi o que sempre ouvia, até esbarrei nas mesmas pessoas de sempre. Nada naquele dia trazia presságios ou anúncios da anormalidade vindoura. Acredito que seja assim, não? O que foge da rotina nos pega de assalto, nos marca sem sutileza.
Do trabalho para casa pouco posso descrever: ruas agitadas, murmúrios em colmeia, cheiro de gordura vindo do bar da esquina... Mais uma quarta-feira solitária de discussões futebolísticas sobre times da segunda divisão. Estava exausto, cansado até para tomar aquela gelada arriscando um convite de companhia para a recepcionista do prédio, com a possibilidade de prolongar o encontro até o meu apartamento. Quando o usual sufoca, a solidão soa como boa parceira.
Cumprimentei os vizinhos no elevador, são tantos os rostos que circulam por lá que fica difícil de montar um catálogo mental. Não que meu íntimo seja antissocial, simplesmente me apego aos gestos que me remetem ao próximo. Como no meu andar, onde meus vizinhos de porta idolatram aqueles cachorros de carra amarrotada deles, saem todo o domingo com eles numa "viagem" até o parque do outro lado da cidade; O cara que mora ao lado deles, no 507, coleciona amantes incrivelmente parecidas; Já meus vizinhos da direita são donos do ritual incômodo de brigarem aos quatro elementos. Na segunda o problema é a comida, na terça as crianças, na quarta a bebida, na quinta retorna-se a algum motivo e segue-se. As vezes o choro, outras os gritos, alguns tapas e muita quebradeira fazem parte da trilha sonora. Por que nunca reclamei do barulho? Todos já reclamamos. Chamamos o síndico, a polícia, o conselho... faltou só um exorcista. Nunca se resolveu. Cansamos, acostumamos, e eu me habituei aos ruídos aniquiladores.
Sabia que minha quarta seria uma sequência de palavrões e distratos. Não foi, contudo. Cheguei e senti o silêncio pairar. Uma, duas, três horas de uma calmaria nauseante, a qual se esfarelou por cinco estrondosos tiros e o correr desvairado daquela mulher esvaída em sangue. O silêncio instaurou-se novamente, acho que seletivamente. Vi as imagens acontecerem emudecidas por um terror que não era meu. Mente minha divagou, caiu nas palavras de minha avó, que trêmula afirmava: "Nunca queira saber o porquê do temor que há no silêncio." Infelicidade minha, descobri.
Para Começar Bem o Dia
Sinta a energia interna
Aquecida pelo raio quente da manhã,
Não duvide,
Apenas aproveite o momento de acordar.
Espreguice cada músculo antes adormecido,
Envolva-se pelo cheiro encorpado de café,
Prove do cítrico das frutas,
Mordisque algum farináceo.
Deixe a água rolar em seu corpo,
A pele agradece o frescor.
Por segundos esqueça das expectativas e responsabilidades,
Libere o que antes mantinha-se agarrado a sua alma,
Sorria para o espelho.
Permita-se alguns minutos ritualísticos
Valide para si mesmo um bom início de jornada;
Arrisque!
Tempestade de Areia
Nascida no calor arenoso da solidão,
Entre os limites do humano e do inferno,
A secura dos agudos poros abafados
Feita pelo bravio,
Principia;
E do mais azul,
Num céu jamais visto,
Escalda,
Fulmina.
Não aguarda ser pressentida
Ou próprio pressentimento ser.
Desafia.
Salpicando sua fúria em atos
Salgados, desidratados.
As roupas não suportam,
Vulcões disfarçados em dunas.
O deserto quieto
É ruidoso,
É teimoso,
Teme a solidão da imensidão que o devasta,
Extermina quem dele querer
Ou seu silêncio,
Ou sua solitude,
Ou sua paixão.
Aquele Olhar
Algo sobre a fome com que me fita,
Faz a minha urgência fervilhar.
Esta eletricidade magnética
Invade cada poro de minha pele.
Invade cada poro de minha pele.
Sinto seu calor sem a menos estar rendida em seu toque.
Atraída na vontade,
Salivo faminta por seu gosto.
Rezo para ser carregada ao seu universo,
Dominada por suas unhas,
Unida ao seu encaixe,
Devastada por seu peso.
Destruída por seu olhar invasivo,
Aguardo a retribuição,
Sorrindo.
Brincando de Divindade
Por entre estas desventurosas jornadas pessoais, acordei ao som das palavras de Calvin Weir-Fields:
"I'm sorry for every word I wrote to change you, I'm sorry for so many things. I couldn't see you when you were here and, now that you're gone, I see you everywhere."
Quantas vezes esvaí as letras buscando prever seus passos, justificando seus sentimentos, criando circunstâncias quiméricas onde pudesse suprir uma realidade não satisfatória. Neste universo literário possuo o poder insensato de tê-lo sob as formas que me cabem cogitar. Nenhum defeito seu dura, nenhuma obscuridade persiste; Tenho na habilidade natural de lavrar a fuga das dores presentes.
Eis-me aqui bancando a divindade, tentando proporcionar ao meu ímpeto uma perfeição fictícia. Nos trôpegos traçados de tinta, o platônico sentir fez-se confortável e as mazelas que um dia compuseram parte de sua nuance real, não mais atraem-me.
Dos erros que cometi, o isolamento temoroso foi o maior. Escapista natural, deixei de aproveitar detalhes que hoje persigo em cada canto reflexo. Quem sou eu para conceber tamanha pretensão? Eu amava você por inteiro. Só hoje percebo. Vitimizei-me por alienação.
Incontestável
Não consigo definir onde estou.
Desconheço os meios
Perdida em um mundo de caminhos.
Cansada demais de cair,
Sinto em minha alma quem não está aqui,
Um tempo que passou.
Será que são os mandos do destino
Ou culpa dos caprichos orgulhosos de nossas falhas?
Meu corpo reclama em espasmos desejosos,
Abstinência de seu toque.
Haveria uma resposta para esta exigência tão natural por reviver,
Por reformular a união desastrosa de eventos?
Hoje estou pronta para um sentir de ontem.
Tanta psicanálise,
Tanta busca por indefinição,
Tantas promessas peculiares,
Tanta ânsia pelo extraordinário...
... Quem diria?
Somos um desfecho óbvio.
Café, Despedida, Poesia
Sentada naquela mesa
Entre o tempo e o som,
Nenhum sentimento instalado possui razão ou rima.
Tão somente o ar permanece,
Misterioso e obscuro,
Circundando.
A vontade urgente de quebrar os resquícios da paixão sazonal
Cala-se perante a incumbência errática do futuro.
Nenhuma redoma protetora salvará o amanhã.
Imagens correm estáticas,
Frame by frame.
Aquele rosto inesquecível,
Aquela sensação inaudível,
Sufoco.
Demônios previstos pela cigana encaram-me.
Preciso levantar-me daqui,
Forças esvaindo,
Juro:
Só mais uma xícara de café,
Mais um gole da amarga delícia,
Seguirei.
A Leitora
Cores variadas
Alinhamento impreciso
Cronologia desativada
Uma bagunça inegável de viver
Composta de uma seleção absurda de talentos vagos e cultura pop
Inutilidades fúteis em exposição
Combinação contraditória de si
Seguia ela apaixonada por muito
Conectada ao nada
Conhecedora do infinito
Colisão
Seis fotografias largadas,
Nenhuma representação proposta,
Apenas o silêncio dança na memória.
Dois anjos pecadores,
Muita bagagem,
Sem perspectiva,
Uma desesperança alojada na alma.
Quem acredita que o amor irá chegar?
Não estes dois.
Não pelo passado instaurado.
Escondiam-se de si próprios,
Há uma simplicidade confortável nisto.
Eram mestres em disfarçar o óbvio,
Bastava sorrir.
Caminhando pelas ruas
Sem olhar para os lados ao atravessar;
Cade a rota de fuga desta solidão?
Além da esquina,
Num cruzamento qualquer,
Na colisão involuntária,
Redenção.
Ao Acordar
Amanhecer escorregando sob a pele,
Que suave no raiar movimenta-se,
Que suave no raiar movimenta-se,
Espreguiçando-se ao abrir dos olhos.
Um pulo.
Um bom-dia.
Princípio da semana que nasce e morre
Tão rápido quanto a melodia.
O som da água,
O cheiro matutino de café,
Vestindo seus encantos
Com sua elegância diurna sai.
Ela batalha por seus sonhos
Enquanto transpassa ruas,
Enquanto transeunte,
Enquanto coadjuvante.
Ela está buscando a vida que é para ser sua.
Nos caminhos que cruza,
A chuva que cai,
Os ruídos que se entrelaçam,
Quem sabe é para assim ser.
Talvez cruze com o amor hoje.
Ela está lutando em seu cotidiano,
Enfrentando gigantes e moinhos
Com sua elegância diurna,
Com sua esperança matinal.
Ela está no encalço da vida que é para ser sua.
Confira o texto também no RECANTO DAS LETRAS.
O Quarto da Bagunça
No silêncio devastador de um grito, perco-me neste longo corredor. Não há luz aqui, apenas uma poeira incômoda. Pé ante pé invado a escuridão, ainda que tema o próximo passo. Não há trajetos alternativos além deste sombrio e claustrofóbico espaço. Olho para trás e percebo-me distante da saída. Haverá uma saída? Tudo que pressinto é angústia. Tudo que sou é nada.
Eu sigo. Pisando em espinhos, anestesiada e minha vida torna-se branco e preto. Caminho, no entanto, em direção a asfixiante sujeira. Tropeço, afundo, rastejo em peças esquecidas do meu passado doloroso. Dou-me conta só agora que estou a uma pequena eternidade diante daquela infame porta. Atrás dela? Caos.
Na penumbra vozes torturam:
- Fuja daqui! Faça a dor sumir... Fuja!
Perante o portal insalubre da minha existência, cogito afogar-me no lamaçal obscuro. Não! Do que estaria desistindo se assim agisse? Talvez se eu abrir aquele maldito ambiente, talvez encontre uma resposta. Quem sabe não exista luz ali. Afinal, ainda me lembro de como é o universo quando iluminado pelo solar astro.
Enfrentando os conflituosos fantasmas internos, vou contra as possibilidades desejadas e inicio a faxina. Abro a massiva porta e por entre sabores desgostosos, vontades assassinas e carnificinas pessoais, ouso comprar a briga, jogar fora o inócuo, varrer para o lamaçal meus monstros, lavar o mal impregnado. Aos poucos o chão preto e branco ganha matizes. Visto-me com uma coragem inesperada, transmuto o caos.
O que eu teria perdido se tivesse fugido da luta purificadora? Quem diria que no meio daquela dolorosa faxina eu encontraria tantos detalhes poderosos de meu ser? Foram tantas recaídas, tantos machucados, tantas vitórias, tantas surpresas... Meu Deus, nem havia notado o quão claro está aqui, estou eu. Enquanto retiro o último obstáculo dou-me conta de que vocês se mantiveram aqui o tempo todo.
Neste quarto da bagunça, agora limpo, visualizo a imensidão de possibilidades do mundo. Sim, o lado mais bonito vive em mim.
P.S.: Meu Anjo, Sempre estarei ao seu lado, Acredito em você!
Confira o texto também no RECANTO DAS LETRAS.
Quando o silêncio fala mais alto
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| Apenas isto - o silêncio - é tão maravilhoso. |
Uma cena memorável é composta de um belo cenário, uma atuação bem pontuado, uma sonorização adequada e um diálogo recompensador, certo? Será mesmo? O cinema mudo existe para comprovar que muitas vezes é no silêncio de um olhar que conseguimos ouvir além do óbvio. Quando vi a imagem acima logo me permiti viajar naquele acervo cinematográfico mental que todo o apaixonado pela 7.ª arte tem e separar alguns momentos imprescindíveis da era mais "quieta" dos filmes. Nesta "brincadeira" fiz um lista com 5 cenas, as quais compartilho agora:
Com o Luzes da Cidade emocionei-me pelo poder de um ato de amor:
Ri dos trejeitos adoráveis de Buster Keaton tentando impressionar em College:
Enquanto o horror militar vem com O Encouraçado Potekim:
Mas, nada cala tão alto quanto o sorriso forçado de um Lírio Partido:
Em Cartaz: Assista OnLine ao "A Vida Em Um Dia"
Retomando as atividades aqui no blog - agora só com cinema -, optei por deixar para todo o sábado uma dica de filme online no Em Cartaz. Para quem não conhece, esta sessão é recorrente aqui no Nascida em Versos, sempre trazendo opções de filmes completos para curtir. A ideia é disponibilizar alguns títulos não tão acessíveis ou mesmo de domínio público, com o intuito ÚNICO de entretenimento. Espero que gostem! Ademais, em caso de problemas com o filme, entre em CONTATO.
- Título Original: Life in a Day (Kevin Macdonald)
- País: Reino Unido e Estados Unidos
- Ano: 2011
- Áudio: Inglês, Italiano, Japonês, Alemão, Espanhol, Indonésio, Português, Ucraniano, Vietnamita, Catalão, Árabe, Russo e outros.
- Legenda: Português
- Crítica: Este documentário é tão simples, flui tão natural, que não dá para ficar indiferente. A vida sendo experimentado pelo olhar de quem as carrega. Adorei! Mais informações AQUI.
- Sinopse: A equipe responsável por este trabalho pediu para que as pessoas filmassem um dia de suas vidas e respondessem algumas perguntas simples. O resultado? 4.500 horas vindas de 192 países. Tudo isto foi filmado em 24 de julho de 2010.
- ADVERTÊNCIA: Livre para todos os Públicos.
Bom Filme!
A Traição segundo Nelson Rodrigues
E para quem deixou passar em branco sem querer - ou por querer - dia 23 de agosto foi o Centenário do nosso intenso Nelson Rodrigues. Por vezes intitulado como "anjo pornográfico", este dramaturgo, jornalista e escritor foi autor de obras como A Mulher Sem Pecado; Vestido de Noiva; O Beijo no Asfalto; Bonitinha, mas Ordinária, Meu Destino é Pecar, Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados, A Vida como Ela É, entre outros.
Por seu caráter sexual e bem arreigado aos detalhes policiais, seus textos são repletos de simbolismos crus e temáticas onde o instinto humano tem a vez, Nelson Rodrigues traz o submundo - que as vezes é interno - para o escancaro. Não é a toa que diversos de seus trabalhos transcenderam o gênero e invadiram as telinhas e telonas por aí.
Uma das adaptações que mais gosto, talvez pelo trabalho de segmentação temporal sobre o mesmo tema, é Traição (1998) com direção de Arthur Fontes, Claudio Torres e José Henrique Fonseca. Tratam-se de 3 episódios sobre adultério inspirados em trabalhos do escritor centenário, bem ao estilo tragicômico deste, todos ambientados no Rio de Janeiro. São eles:
- O 1.° Pecado: Anos 50; Mário conhece Irene, uma interessante e casada mulher, num ponto de ônibus. O encanto é imediato e ele propõe novo encontro. O que ocorre e segue-se por mais dias. Jordão, amigo de Mário acaba emprestando seu apartamento para tais e tudo vai bem, até que uma inusitada revelação é feita.
- Diabólica: Anos 70; Geraldo anuncia seu casamento com Dagmar. Contudo Geraldo encanta-se com sua futura cunhada Alice, uma linda jovem de apenas 13 anos, e é correspondido por ela. Alguns encontros acontecem até que o amor e ódio de Geraldo pela garota resulta no extremo. Dagmar, após a descoberta, também surpreende.
- Cachorro: Anos 90; Marido traído surpreende sua Mulher e seu Amante, em um quarto de hotel. O "corno", perdão pelo termo, está armado e o que sucede é um misto de violentos diálogos, brigas, revelações e, é claro, tiros, até que são surpreendidos pela presença do garçom, que bate na porta do quarto trazendo champanhe. O resto... Bem, não vou estragar a surpresa.
Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico(desde menino).
15 Filmes sobre Viagem no Tempo
Para todo o fã de Sci-fi, melhor dizendo, para todos saudosistas ou vanguardistas de plantão, a possibilidade da viagem do trans-temporal é um elemento que atraí o imaginário. Poder retornar a uma época onde tudo possuía um ritmo e um glamour diverso, ou mesmo atravessar a barreira dos milissegundos e cair num futuro repleto de geringonças tecnológicas, soa como uma aventura impossível de ser desperdiçada. De fato, a é. Contudo, como parece não haver alguém que tenha descoberto a fórmula exata para a construção de uma máquina que permita tal intento, o encargo fica para o cinema. A 7.ª arte não decepcionou ao explorar a viagem no tempo, atravessando os mais diversos gêneros e óticas. Com isto em mente, resolvi montar uma lista com 15 películas que adoro sobre o tema; Aqui estão elas:- De Volta para O Futuro (1985): Em 1985, o Dr. Brown inventa uma máquina que permite a viagem no tempo. O adolescente Marty McFly, amigo do doutor, acidentalmente viaja no tempo e retorna para a década de 50 e acaba fazendo com que seus pais não se conheçam, o que interfere no futuro e na possibilidade de existência dele. Assim, Marty tem que retornar para o presente e fazer com que seus pais se apaixonem. Clássico oitentista da sessão da tarde.
- Os 12 Macacos (1992): Num futuro devastado por uma doença, um condenado é enviado ao passado para descobrir uma informação crucial acerca de um vírus criado pelo homem que destruiu a maior parte da população mundial. Eu, particularmente, adoro este filme.
- Bill & Ted - Uma Aventura Fantástica (1989): Dois adolescentes bobões, por assim dizer, precisam fazer um trabalho sobre história, passando por diversos períodos. Inesperadamente uma máquina do tempo - no caso uma cabine telefônica - foi concedida para auxiliar estes dois nesta "difícil" tarefa. Outro que me recordo ter assistido nas tardes de cinema.
- Corra Lola Corra (1998): É um filme que retorna apenas um dia no tempo. Conta a história desta mulher que tem de levar uma certa quantia em dinheiro para seu namorado, antes que ele assalte um supermercado. Muito bem montado, excelente fotografia, ritmo e trilha sonora.
- O Exterminador do Futuro (1984): Um cyborg, com aparência de humano, é enviado do futuro para matar Sarah Connor - mãe de um homem importante na guerra que ocorre naquele futuro. Para salvá-la Kyle Reese é enviado. Clássico!
- A Máquina do Tempo (1960): Um inglês da era vitoriana viaja no tempo até um futuro distante e descobre que a humanidade dividiu-se em duas espécies hostis. Acho uma excelente pedida, tenho a impressão que este filme é um dos percursores do tema - pelo menos que eu lembre.
- La Jetée (1962): É um curta-metragem francês que conta a história de um homem escravo que é enviado para vários momentos do passado e do futuro, na tentativa de alterar eventos devastadores. Uma película bem interessante e diferente.
- Feitiço do Tempo (1993): Um rabugento homem do tempo é enviado para cobrir O Dia da Marmota em uma pequena e fria cidade. Estaria tudo normal, não fosse o fato dele acordar sempre no mesmo dia, sob os mesmos eventos. Adoro este filme - outro que vagou pela Sessão da Tarde -, por perceber um uso de metalinguagem que vai além do entretenimento.
- Primer (2004): Quatro amigos estão construindo um novo projeto, quando percebem um erro de checagem. Logo percebem que há algo maior do que um simples engano, então, passam a brigar sobre a mesma. O filme tem alguns pontos em instigantes, vale ser conferido.
- Os Bandidos do Tempo (1981): Relata a história de um garoto que acaba acidentalmente juntando-se a um grupo de anões que viaja no tempo cometendo crimes. Lembro de ter conferido este filme quando era criança. Acredito combinar com os filmes fantasia da época.
- Jornada das Estrelas IV - A Volta para Casa (1986): Um dos filmes que mais me marcaram do Jarnada da Estrela foi este. Dirigido por Leonard Nimoy - Spock é ninja mesmo -, tem sua aventura figurada na decisão do Capitão Kirk de viajar no tempo na tentativa de recuperar os únicos seres capazes de se comunicar com baleias jubarte e salvar a Terra. Adoro!
- Um Século em 43 Minutos (1979): H.G. Wells - aquele escritor que publico A Máquina do Tempo (1895) - persegue nada mais nada menos que Jack Estripador, o qual conseguiu escapar de seu tempo com a máquina do tempo do autor. O plot deste aqui é bem "maluco" mesmo, mas, o resultado final é show!
- Donnie Darko (2001): E por falar em sinopse confusa... Um adolescente ingressa em uma realidade paralela após um acidente, neste há um coelho gigante que o manipula para que este cometa crimes. Excelente, um verdadeiro quebra cabeças temporal!
- Los Cronocrímenes (2007): Aqui um homem viaja acidentalmente para o passado - cerca de 1 hora - e descobre que será o primeiro de uma série de eventos desastrosos e com consequências imprevisíveis.
- Meia-Noite em Paris (2011): Quem nunca pensou, adoraria ter vivido em tal época. É este o ponto de partida desta película de Woody Allen. Um verdadeiro primor de comédia, delicioso e repleto de magia e, por óbvio, análise de comportamentos. Essencial.
The most useful form of time travel would be to go back a year or two and rectify the mistakes we made.
O Dia em que a Ação Aquietou-se
O dia que soube do falecimento do John Hughes, senti como se toda minha experiência com o universo teen oitentista destruiu-se. De similar modo ocorreu com meu alter ego cinéfilo quando soube do triste fim de Tony Scott, só que desta vez senti como se toda a adrenalina bem humorada das tardes de cinema da globo tivessem esvaído. A impressão de que parte da minha infância tivesse sido jogada numa ponte, deu espaço a um lado de cinema muito maior... A ação havia se aquietado não apenas naquelas horas retrô, foi em Hollywood que o silêncio fez-se.
É difícil imaginar algum aficionado por películas que não cruzou com os trabalhos dirigidos por Tony - nem irei comentar de outros pontos de sua filmografia. De maneira magistral, Scott trabalhou com grandes thrillers na medida exata de reviravoltas, intensidade amorosa, humor e muitas cores. Não é a toa que astros como Tom Cruise, Catherine Deneuve e Will Smith vieram a trabalhar com ele. Difícil passar impune por suas boas obras. Por óbvio que não deixaria de prestar minha homenagem a ele:
Para finalizar, um vídeo:
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| Via Tumblr. |
Um dos desaparecidos da 7.ª Arte, Tony marcou o mundo como uma memória adorada. Em suas obras exaltou a fome de viver feito ases indomáveis, com a postura segura de um tira da pesada. Se tudo o que estava feito era bom, o último boy Scout em seus dias de trovão veio com a vingança - as malfadadas chamas da vingança - de um amor à queima roupa. A maré vermelha, por sua vez, trouxe a estranha obsessão por encontrar o inimigo do estado. Na busca por não achar, transmutou-se em um jogo de espiões - Agente Orange vs. A caçadora de recompensas - tentando vencer o diabo. Déjà-vu instalado, nada passou de um sequestro do metrô 123. Tanto querer, tanto agir, só resta concluir: A filmografia de Scott é Incontrolável.
Para finalizar, um vídeo:
Dica de Marcel Camp
I make a movie because it's something that inspires me.
3 Filmes inspirados nas obras de Charles Dickens
Charles Dickens é um dos maiores nomes da literatura vitoriana inglesa. Com um estilo que foge do realismo, seus romances foram um retrato crítico da sociedade da época. Por tal, seus textos possuem uma grande popularidade. Talvez seja por isto que muitas de suas obras ganharam versões para as telas - desde TV até o cinema. Agora em 2012, precisamente para 30 de novembro, está previsto o lançamento de mais uma destas adaptações: Great Expectations, a qual contará com a bela Helena Boham-Carter e Ralph Fiennes. Inspirada nesta futura estréia resolvi fazer uma lista com alguns livros de Dickens já transformados em obras visuais; Confira a lista:
(1999)
Sinopse: Conta a trajetória de um garoto - sim, é o Daniel Radcliffe - que, após a morte de sua mãe, acaba ficando nas mãos de um padrasto maldoso. Mesmo vivendo em um lar desestruturado, ele acaba sobrevivendo e transformando sua vida em um triunfo.
Livro inspiração: David Copperfield.
(2002)
Sinopse: Depois da morte do pai, Nicholas Nickleby, sua mãe e sua irmã ficam sem um centavo, decidindo viajar até Londres para pedir a ajuda do irmão mais velho do falecido, Jack. Sentindo imediata antipatia por Nicholas, o tio lhe arranja um trabalho numa escola de garotos dirigida pelo cruel Wackford Squeers. Ralph também tenta usar a beleza da irmã de Nicholas, Kate, para entusiasmar seus investidores. Nicholas não demora, porém, a fugir com o amigo Smike, um órfão sem lembranças da vida pregressa ao internato Dotheboys Hall. No caminho de volta a Londres, os dois cruzam o caminho de Vincent Crummles e de sua trupe de artistas.(sinopse retirada do Cineplayers)
Livro inspiração: Nicholas Nickleby.
(1998)
Sinopse: Aqui se tem uma adaptação atualizada da obra de Charles Dickens; Fixada na história de amor platônico entre uma garota rica e um homem de vida financeira modesta. Ela foi seu amor de infância e ele não consegue evitar de ir atrás desta paixão pueril.
Livro inspiração: Great Expectations.
Neste clima de literatura, resolvi deixar aqui mais um vídeo meu para o vlog do Antes que Ordinárias onde analiso os últimos 6 livros que li; Confiram:
An idea, like a ghost, must be spoken to a little before it will explain itself.
Quando compreendi o que é o Amor
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| Sempre vi o mundo como este lugar onde eu realmente não pertencia. |
O título pode até soar pretensioso, como compreender o amor (falo aqui do romântico)? Não há como delimitar o sentimento em uma definição específica, ou mesmo uma manifestação tal que impeça a dúvida. Sei disto. Mas, a percepção pessoal do que seria esta vastidão ilusória que mistura tesão e carinho, esta sim pode ser revelada. O meu instante ocorreu frente ao filme Antes do Amanhecer, ainda nos idos da boa época da Sessão da Tarde.
Se me perguntarem qual o filme que eu considero mais romântico, com certeza seria este. É simples, arreigado a segundos de compartilhamento e reconhecimento pessoal. Poderia definir como: Uma conversa incessante de duas almas. O arrebatamento é construído na importância das palavras cedidas e recebidas. Para alguns pode ser visto como "sem graça", para mim é a própria definição do que a intensidade significa, um mergulho interno sem pudores.
Celine e Jesse se conhecem no caminho de suas viagens. Cruzaram e arriscaram, mudando o trajeto para que algumas horas fossem vividas juntas. Há uma ousadia nesta ação, nem falo por serem desconhecidos, quando os dois optaram por saltar do trem, não temeram baixar a guarda e revelar-se. O trivial costuma dominar as relações de hoje... Eles tinham um dia, fizeram mais do que muitos fazem em uma vida.
Numa das cenas mais bonitas da película - que é repleta de momentos preciosos - o casal discute sobre o que seria mais importante na vida. Neste diálogo Celine definiu o amor como algo divino, residindo no espaço entre duas pessoas. Em suas palavras: "Se há algo de mágico neste mundo, deve estar na tentativa de compreender alguém, compartilhar algo. Sei que é quase impossível ter sucesso... Mas, quem se importa? A resposta deve estar na tentativa.":
Em que pese hoje viva um momento mais Jesse, querendo alguma coisa além, as pouquíssimas vezes em que me apaixonei - não sou daquelas que faz juras de amor tão facilmente - vi-me como Celine; Buscando perceber o espaço entre nós dois.
Para mim não é possível falar de amor sem o conforto de "ser eu mesma" e vice-versa. O silêncio é um outro bom indicativo disto, as vezes palavras não valem tanto quanto o estar junto, ao som de Kath Bloom.
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Celine e Jesse se perderam durante anos, até se reencontram no Antes do Pôr-do-Sol. Rever os dois e notar que aquela noite sobre as estrelas foi o referencial de amor deles, só me fez acreditar mais e mais de que compreender o sentir assim não era errado. Quem sabe um dia eu tenha a sorte e encontre o que não temo procurar.
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| Você não pode substituir ninguém... porque todos somos feitos de belos e específicos detalhes. |
Em Cartaz: Assista Online a "Trainspotting - Sem Limites"
Retomando as atividades aqui no blog - agora só com cinema -, optei por deixar para todo o sábado uma dica de filme online no Em Cartaz. Para quem não conhece, esta sessão é recorrente aqui no Nascida em Versos, sempre trazendo opções de filmes completos para curtir. A ideia é disponibilizar alguns títulos não tão acessíveis ou mesmo de domínio público, com o intuito ÚNICO de entretenimento. Espero que gostem! Ademais, em caso de problemas com o filme, entre em CONTATO.
- Título Original: Trainspotting (Danny Boyle)
- País: Reino Unido
- Ano: 1996
- Áudio: Inglês
- Legenda: Português
- Crítica: O filme conquistou-me com uma das melhores cenas iniciais de filme e uma trilha sonora surreal de boa. Contudo, a película é uma preciosa análise do universo daqueles que vivem a margem social, presos num vício. O elenco todo está maravilhoso - especialmente o Spud. De igual forma vemos o roteiro e a direção, não é a obra foi sucesso de crítica e público. Um Druggie Movie Indispensável! Mais informações AQUI.
- Sinopse: Na tentativa de fugir dos padrões tediosos da sociedade moderna, um grupo de jovens busca refúgio nas drogas. Aos poucos o cotidiano e a ruína decorrente do abuso de entorpecentes vai se deslindando neste belo filme independente.
- ADVERTÊNCIA: Contém cenas de uso de entorpecentes, sexo e violência.
Bom Filme!




























