Eu tive três paixões literárias quando menina:
Monteiro Lobato,
Pedro Bandeira e o mestre
Ziraldo. Como tinha dificuldades em língua portuguesa, as professoras viviam dando-me trabalho extra na esperança que eu acompanhasse o ritmo dos outros. Entretanto, dava eu um jeito de terminar às pressas para correr até a biblioteca e perder-me nos universos extraordinários deles. Foi nesta inserção mágica a literatura, bancando a rata de biblioteca, que acabei transmutando minha relação com a nossa língua vernacular
- não menosprezando todo o esforço das minhas professoras em melhorar "meu português", que foi de igual ajuda. Passei da garota que sempre errava a palavra "xícara" nos ditados e não aprendia quando usar o "m" antes de "p" e "b", para a apaixonada por literatura, pseudo-escritora e poeta de ocasião
- confira meus textos literários em Minha Poética.
Ziraldo sempre encantou por sua forma inteligentemente infantil
- salpicada de humor - de abordar temas adultos. Além de impressionar por sua escrita, deixa a imaginação fluir de vez com seus desenhos coloridos e adoráveis. Um de seus trabalhos que mais adorava
- melhor dizendo, adoro - era
O Bichinho da Maçã, o qual retrata com muito charme e acalento a perspectiva do crescer. Eu que era uma daquelas portadoras da dita
"Síndrome Peter Pan", via naquelas páginas um alívio; Afinal, se aquela "minhoquinha" graciosa poderia transformar-se em borboleta, eu também poderia. E, como a internet tem destas coisa, bastou-me esbarrar com alguns scans da obra
- encontrados no Quixotando - para eu relembrar o quanto Ziraldo mudou minha forma de experimentar a vida.
Aqui seguem as imagens que citei: